Se você decidiu fazer uma viagem internacional descobrirá logo que os seguros são itens importantes e até mesmo indispensáveis dependendo do destino. Você será informado de que precisa contratar uma seguradora, que o país tal cobra determinado seguro, mas sempre fica algumas questões sem explicação.

Existem algumas dicas que facilitam bastante a vida de qualquer viajante. Listamos 8 dessas que ajudarão a desmistificar de vez os Seguros de Viagem e farão você escolher o melhor plano, sem erro! Confira.

1 – Afinal, é obrigatório ou não?

Todo mundo fala que o Seguro de Viagem é importante e obrigatório. Legalmente, somente alguns países barram de fato a entrada de turista que não apresenta um plano de seguro viagem. Isso também não significa que aquelas nações com as “portas abertas” dispense o plano e garanta a saúde de seus visitantes.

Explicando melhor: se você viaja para a Europa, por exemplo, entre os países que assinaram o Acordo de Schengen*, precisará de um seguro mínimo de 30 mil euros. Sem essa comprovação na entrada, você pode voltar para o Brasil sem conhecer os lugares que tanto sonhou.

Já para os Estados Unidos você não é barrado. Vai curtir tranquilamente seus dias na terra do Tio Sam, mas se algo acontecer, você corre um sério risco de ficar sem atendimento. Aquela ideia de que fora do Brasil o sistema público de saúde é um sonho, não é bem uma verdade.

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Usando ainda o exemplo das terras norte-americanas, somente uma pequena parcela de cidadãos tem o direito ao atendimento em hospitais do governo sem cobrança nenhuma. Se você precisar de uma consulta porque amanheceu com uma infecção, por exemplo, terá que desembolsar pelo menos 150 dólares para ter o atendimento (os dados são do grupo Kaiser Family Foundation). Isso sem contar com a chamada da ambulância, exames e internação, para casos mais graves.

Então dependendo do seu destino, não é obrigatório fazer um seguro viagem, mas é importante e muito recomendado.

2 – Contrate um seguro de viagem para o que você precisa

Conheça exatamente todas as coberturas do seu Seguro de Viagem.

Imagina que você viaja para uma cidade com neve e descobre que não está assegurado para acidentes com esqui ou outros esportes de inverno? Seria de fato algo bem desagradável abrir mão de passeios e aventuras para não correr o risco de sofrer pequenos (ou grandes!) acidentes e ficar sem o atendimento que precisa.

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O indicado é ter um plano montado de acordo com o seu perfil de viajante. Vale a pena criar um roteiro e levar para a seguradora, ou para o corretor analisar e indicar os melhores serviços.

3 – O melhor nem sempre é o mais caro

Evite escolher o plano mais caro da seguradora com a perspectiva de ter o melhor serviço para a sua viagem. Esses planos são ótimos, muito completos, mas podem não ser necessário para você.

Às vezes, dependendo do seu estilo de viagem e destino, um plano menor lhe deixará totalmente coberto durante suas férias e sem a necessidade de gastos enormes!

4 – Não é apenas Seguro de Saúde

Atente-se que, na maioria do conteúdo encontrado na internet e até mesmo em agências de seguro de viagem, a saúde é o foco do produto. Claro que o seu bem-estar é primordial para que as férias sejam exemplares, mas não é apenas esta questão que deve ser tratada no serviço contratado com a seguradora.

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Vale muito a pena analisar se a empresa cobre também danos com bagagem, seguro de vida, assistência jurídica, repatriação e outras questões. Estes também são riscos que você corre ao sair do país e precisa estar assegurado para não ter problemas.

5 – Não esqueça as doenças pré-existentes

Imagina que você tem uma doença crônica, viaja para suas férias e de repente tem um problema que precisa ser tratado. Neste caso, a grande maioria das empresas não cobrem o atendimento, ou cobrem com taxas extras, mas o cliente só descobre na hora! Não é algo que fica implícito ou não é explicado para o contratante. A cláusula existe no seu contrato, mas a maioria dos viajantes não percebe.

O indicado é buscar esse conhecimento e saber o que você precisa fazer se sofrer uma crise fora do país. Essa é uma questão que envolve também economia e planejamento. Por isto, sempre relate seus problemas de saúde existentes ao seu corretor, para que ele lhe explique direitinho como agir em cada caso.

6 – Compare preços sempre!

Quando falamos da comparação de preços não é apenas em relação à duas empresas de seguro viagem distintas. Você pode e deve comparar também os planos da mesma empresa.

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Há casos onde, com uma pequena diferença de valores, você tem um serviço muito melhor e uma cobertura bem mais abrangente, ressaltando, que tudo depende de seu perfil e do destino.

7 – Seguro de Cartão de Crédito vale?

Sim, os seguros de viagem disponibilizados pelos cartões de crédito também são válidos para entrar em alguns países. A questão está apenas na cobertura.

A maioria deles possui um atendimento muito simples, sendo indicado sempre você complementar os serviços com outro seguro. É uma ótima saída para quem está com o orçamento mais apertado.

8 – Não omita informações! Lembre-se da sua segurança!

Tudo bem que a intenção é sempre achar o melhor produto pelo menor custo. Apesar desta necessidade comum, não indicamos omitir informações para a seguradora com a intenção de ter um serviço mais barato. A empresa, claro, vai cobrar de acordo com o que você diz que precisa, mas se há informações desencontradas, a possibilidade de você perder o benefício – ou não o ter quando precisar – também é grande.

Sempre converse com o seu corretor. Temos a certeza que ele encontrará o melhor custo-benefício para seu plano de Seguro Viagem e você ficará tranquilo durante o trajeto todo!

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Com as 8 dicas acima, ficou bem mais fácil escolher o seu seguro viagem, concorda? Nos conta o que achou e compartilha sua opinião!

 

* Acordo de Schengen ou Espaço Schengen é composto pelos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, República Checa, Países Baixos, Polônia, Portugal, Suécia e Suíça.